quarta-feira, 15 de maio de 2013

Tristeza



Essa dor que o peito aperta.
Que incomoda o tempo todo.
E presente se revela.
Na lágrima que silenciosa,
Escorre pela face pálida.

Esse medo que aprisiona
Paralisa, estaciona.
O corpo pesado se arrasta
Tateante a caminhar,
Sem rumo e sem esperança.

O fantasma do passado
A porta guarda.
Acorrenta a minha vontade
O corpo e alma corrói
Rouba-me o brilho da vida.

Oh alma!
Chora o que for preciso.
Aborta essa tristeza.
Foge das trevas da solidão.
Busca a luz que transforma.
Reconquista a alegria.
De amar e de viver.


Rosângela de Souza Morais.